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2008 - Medianeira à Machupicchu solo em 22 dias de moto XT 225!
Como legítimo descendente de Bugre, às vésperas de completar os primeiros "enta" e vencer minha carteira de habilitação 06 meses especificamente, resolvi dar uma de maluco e tirar proveito de minha categoria de "piloto de moto" mais uma vez, pois me devia essa aventura ao início da América do Sul!. Ligue o multimídia ! Então comprei uma Yamaha XT-225 ano 1998 a El Cundor com 50.000 km redondos. Todo mundo me chamou de doido, pois a bixa tava meio enferrujadinha, até o mecânico alegou que não iria. Após algumas voltas para testes senti que a mesma tava boa a faria essa viajem tranquilamente, a maioria de meus amigos e parentes desacreditavam e me davam alguns km, para que retornasse com a mesma de alguma forma. Fiz meu passaporte, tirei a carteira internacional de motorista e peguei a carteira de vacinação de febre amarela da Anvisa que por sinal nunca ninguém solicitou em toda a viajem. Tirei a tarjeta de seguro da Moto na Argentina a um custo de R$40,00 pesos argentinos, em uns 15 minutos estava pronto, o difícil foi encontrar quem faz o seguro em Ciudad de Puerto Iguazu, na fronteira com Fóz do Iguaçu, ao atravessar a fronteira em 23/01/08 ás 12:00 no ano dos desafios, dos novos conhecimentos, das novas emoções! Desde 7 - 8 anos de idade coloquei em minha cabeça que um dia iria cair gelo em minha cabeça lá nos Andes, como realmente ocorreu onde ao passar no pé de um vulcão peguei uma nevasca ás 2:00 horas da tarde, incrível o poder desse fenômeno. Para nós mortais um desafio, pois, tirei as fotos únicas que consegui antes de entrar nela, achando estar no meio dela mesmo, quando realmente me dei conta do tamanho da geladeira que me meti, não pude mais tirar fotos, pois a moto não pode parar lá em cima, na ultima foto tirada tive que empurrar no tranco, pois, a menos de zero grau a gasolina não explode mais na partida elétrica só no tranco ainda bem, só que aos 5400 m de altitude, um paço corresponde a 1km de caminhada aproximadamente, dependendo de onde você para, congela, melhor aguardar passar antes de se arriscar. Voltando a fronteira logo ao passar e dar uma parada nas ruínas de San Ignácio na Argentina descobri que o carregador da máquina fotográfica tinha ficado em casa, resolvi continuar e comprar uma para a frente, em Corrientes e Resistencia fiquei em um Hotel chique, não encontrei um carregador de acordo e nem uma digital esperada, continuei somente com meia carga de bateria. Se você for motoqueiro e passar por ali o hotel ideal para se ficar esta a uns 150 km à frente em San Roque Penz, uma cidade muito legal considerada a segunda capital da região, onde o dono do Hotel Flamingo da via 11, ou Av. 25 de Mayo 442/50 é uma pessoa muito simpática, motoqueiro nato aos 30 anos e ás vésperas de receber a 1º filha, provavelmente naquela noite 10/02/2008, tem gasolina nas veias, não deixa nem você descer da moto e já lhe mostrar fotografias de suas motos espetaculares, antigas bem características da Argentina, a parada ali foi a bola da vez, caixa viajero ao lado, me senti em casa além de um restaurante fora de série lhe oferece miúdos em molho de óleo temperado como entrada, para que está com fome e saboreia essas especiarias como eu era tudo o que precisava para fechar a viagem na volta. No segundo dia estava em Salta cidade muito charmosa e também com Hotéis chiques que você pode ficar tranquilamente, pois, o câmbio internacional por cartões deixa o preço bem acessível na Argentina muito luxo à sua disposição. No terceiro dia só vou até San Antonio de Los Cobres, aonde chego ás 3 horas da tarde e fico até o outro dia em um hotel todo especial, pois, é o único da cidade em clima de Carnaval , que oferece hospedagem para uma pessoa. Chego lá preocupados, pois, a correia esta bem frouxa devido ás subidas e trechos de estrada de chão e pedra com subidas que forçam a moto, más o lugar é inesquecível, casca, pois Salta chove todo o dia deixando sempre as saídas daí complicadas, pois, sempre tem água, e rumo a San Antonio toda a água desce das montanhas e passa pela estrada, descendo o abismo de pedras do outro lado da via deixando o caminho meio arriscado e assustador com chuva ficando impossível de tirar alguma foto após iniciar a subida, somente alguns km após o clima se recompões e o Sol aparece. No Outro dia acordo e pego mais 90km de ripio e deserto alagado, pois choveu em S. A. de Los Cobres, coisa rara de acontecer más no dia que estive ali, foi tanto raio que a Internet do local não funcionava em nenhum dos 3 pontos disponíveis no local, entre eles um restaurante El Falcom ou algo assim onde fui recebido pelo proprietário muito bem, pois o mesmo é uma figura incrível, também me passando algumas dicas de roteiros por ali, optei por entrar no Paso de Jama, todo asfaltado que passava a alguns km dai. Dormi em São Pedro do Atacama aos pés do vulcão nevado Lincabur, pois, cheguei também cedo e fui conhecer alguns arredores dali como o Vale de La Luna, lugar inesquecível. Ao sair de São Pedro do Atacama cidade exótica 99% construída em casas e Hotéis de barro, possui os preços mais abusados da viagem, pois, qualquer Hotel disponível não fica abaixo de D$ 110,00 os mais simples D$ 55,00 as portas ficam todas fechadas de dias para evitar um pouco a entrada de poeira, constante por lá. À noite você encontra muitos estrangeiros como americanos, alemães por lá, onde são disputados pelos estabelecimentos, pois, sempre estão em grupos de bastante gente. No outro dia me alojei no oásis de Quillagua, pois, ao chegar à fronteira da segunda região do Chile descobri que os funcionários de São Pedro do Atacama me deixaram passar sem me dar a devida autorização para a moto, no lugar existem algumas casas, más não há posto nem água mineral para se vender por ali, somente na aduana uns 5 km à frente, tive que retornar até lá, pois, estava muito mal devido à comida que me fez mal lá em São Pedro de Atacama e a altitude que ainda resolvia me incomodar. Solucionado o problema da documentação junto ao Chefe maior da Aduana Sr. Hector, que foi muito camarada, pois, por ser Brasileiro tinha a simpatia de todos por lá, agradeço seu empenho de me ajudar e me liberar em coisa de 15 minutos. Chegando a Arica no outro dia à tarde resolvi comprar uma digital por ali onde fiquei dois dias ali, lugar muito poderoso, pois zona franca possui muitos cassinos internacionais, carrões de luxo como todos os táxis pretos brilhando passam majestosos na rua incrível a limpeza dos mesmos, pois a poeira lá e grande, mesmo que Arica seja a cidade do Sol eterno, pois por estar à beira do pacífico encravada entre o deserto, não chove nunca, as casas são construídas de lamina de papelão e os telhados sem calhas não correm a lado nenhum, muito interessante. Fiquei em um Hotel simples más perfeito, pois, o preço também bastante acessível perante outros consultados na entrada da cidade, esse fica em frente ao choping ao lado terminal internacional de buses de Arica, onde ao comprar água descobri que ali chegam ônibus de São Paulo, da Argentina e de todos os lugares, o que possibilita essa viajem a MAPI de ônibus, tranquilamente, pois dali parte outros diretos a Cusco, ultima parada antes de Mapi. Ao entrar no Peru todas as pessoas passam pelos raios-X e pelo detector de metais, alem do preenchimento de fichas de permissions para entrar e para a moto, isso pode demorar horas. Passando a fronteira do Peru cheguei a Tacna onde passei e fui a Arequipa no pé de dois vulcões nevados, o Misti, lá chegando para abastecer do combustível reserva, sorte minha, pois, o pneu da moto tinha algumas mínimas libras, quase no chão, corri e peguei uma bomba de bicicleta que meu filho Eduardo me emprestou e logo após algumas bombadas estava muito feliz pois o pneu se recompôs até o próximo posto me tirando da roubada, pois se andasse alguns metros com o pneu vazio a câmara dentro derrete devido ao peso da bagagem e o lugar é inóspito. Cheguei a Arequipa fiz a troca de azeite do motor da poderosa e fui a um Hostal, barato e bem simples que encontrei logo na entrada da cidade, com banho caliente e TV a cabo. A noite sai para dar uma volta de moto pela city e comi um peixe com chichon e batata frita, uma delicia regada a muita Inca Cola e som Peruano. No outro dia parti rumo a Juliaca cidade grande disponível após Arequipa, no meio do caminho ao passar pelo vulcão "" a 5500 m de altitude peguei uma nevasca linda más horripilante, pois, a moto não pega mais ao desligar só no tranco o que dificulta as fotos, lá em cima as lhamas tinhas uma camada de 15 cm de neve nas costas cada uma muito atípico para nós, carros e ônibus passam por min e buzinavam, pois, eram 2:00 horas da tarde e a escuridão era incrivelmente fria. Chegando a Juliaca lá pelas 5:00 horas fui ao Royal Hotel onde encontrei Cinco Brasileiros um do Governo alguns geólogos e outros engenheiros de SC e DF e SP se não me falha a memória, o chefão da expedição é pessoa conhecidíssima no meio energético Brasileiro, más todas as pessoas muito camaradas e amigas, conversarmos por algum tempo na telefônica ao lado do Hotel de luxo inclusive, bem merecido após uma nevasca no lombo, aquele banho quente foi a melhor coisa do mundo aquela tarde, o que me recompôs e pude passear de van até Puno, cidade a beira do Lago TITI CACA o lago mais alto do mundo, está a uns 4000 m de altitude. Lá paguei R$ 10,00 soles para passear de Moto Chinchero automóvel típico do lugar encontrado aos milhares por lá uns R$ 10,00 reais aproximadamente. Andei por lá até tarde, pois, o sol se põe por lá nesta época as 10:00 da noite, onde retornei de van R$ 2,5 soles até Juliaca, fui jantar telefonar para casa e descansar para o ultimo dia até Cusco, estava quase lá. Par quem a cada dia parada pensava , tava complicado hoje será que volto, estar aqui só falta um dia para Machupicchu era uma vitória. A moto XT 225 tem um motor possante e forte para seu tamanho, pois seu chassi é o tamanho de uma 150, tanque de plástico ficando mais leve e mais forte, pois mantém a velocidade de 110 - 120 tranquilamente sem que se arroche o motor, chegando a 130 km/h, com autonomia de 280 km por tanque de 10 l, com gasolina boa, é a moto mais indicada para essa viajem com bagajem, pois para se passar os 400 km de deserto sem asfalto a maquina deve ser leve e forte para encarar as areias soltas das estradas do deserto do passo de Sico o pedaço mais cruel escolhido como desafio da viajem de volta, pois não encontrei nenhum veículo neste trajeto. Relato de vários amigos que foram passar por lá com qualquer outra moto "novas" ficaram no trajeto pois as mesmas desmancham. Chegando a Cusco já estava com o endereço de um Hotel maravilhoso no centro de Cusco a duas quadras da Praça de Las Armas, e a um preço de D$ 20,00 graças ao amigo Gedson Frasson do RS, motoqueiro nato construtor de carenagens para motos, encontrado na ida ao passar o paso de Jama que me passou o endereço do hotel, ele voltava de lá com sua esposa onde foi passar as férias, agradeço ao mesmo, pois o preço da hospedagem poderia ser bem diferente em outros hotéis. O Hotel é o Amanecer En El Sol, calle San Andres 338-A a primeira paralela com a principal Avenida Del Sol, Cusco, Peru, a dona muito gente fina por não possuir garagem, me fez passar de moto por dentro de todo o saguão do Hotel e corredores do Hotel para guardar a moto em um corredor perto da cozinha dentro do Hotel. Outro dado muito importante foi ele que me passou, pois ao chegar à Cusco você fica totalmente perdido, pois não sabe onde começar suas excursões, a melhor opção é optar por pacotes (paquetes) turísticos de agencias todas elas ao redor da Plaza De Las Armas Veja o movimento ON LINE onde cada um, tira proveito e fala mal de cada concorrente, como nosso amigo Gedson já tinha passado por tal situação, nos indicou a Dna. Trude da Trude Travel segunda oficina (loja) Plaza de Armas nº 285, da parte final da praça para quem sobe, pois o mesmo tinha pego o pacote com ela e gostou do atendimento onde sentiu segurança em nos passar a mesma pessoa. Onde também aprovamos o serviço e nos sentimos muito bem, nos dando plena liberdade para opinar e indicar ela a todos os Brasileiros que precisarem de seus serviços. Se alguém for até lá , e lembrar, mande um abraço meu, e será muito bem atendido, com certeza!! Quando estava acertando o embarque com ela, chegou um casal de SP, que ao sentir confiança na informação passada pelo colega e mediante ao meu fechamento também já estar concluído sentiram confiança e fecharam com ela também, por sermos muitos bem atendido em todas as expectativas e mais, pois, ela conseguiu carregar a bateria de minha máquina digital para a volta para mais umas 300 fotos da volta, a salvação, pois, ao retornar ao nevado de Arequipa minha máquina comprada nova em Arica sofreu com a queda de um raio ao lado da moto em uma placa bem perto o que queimou o LCD da mesma me deixando na mão, como Dna. Trude tinha carregado agradecerei a ela indicando todos os meus amigos e conhecidos a ela pelo cordial e amigo atendimento recebido, os paquetes oferecidos são de dois a três dias, passeando de van com guia sem roteiros na cidade e em roteiros arqueológicos ao redor da cidade de Cusco como passeio a Calca, Ollantaytambo, Pisac, Tipon, Pucara entre muitas possíveis, a ultima parada é em Ollantaytambo, último povoado onde ainda vivem pessoas de descendência e costumes incas, esse lugar é fantástico devido a sua história e detalhes de engenharia Inca milenar que permanece em perfeito funcionamento até hoje. Tenho o e-mail destas pessoas e locais de bom gosto e bom preço, se alguém tiver interesse em conhecer estes lugares maravilhosos passamos os detalhes por e-mail para contatos e informação para que outras pessoas desfrutem destas informações para fazer essa maravilhosa viajem é só nos contatar sem a menor cerimônia, pois como nosso amigo Gedson nos passou e foi de utilidade total, também ajudaremos a colegas que passaram por estas dificuldades. Detalhe, porque escolher a agencia de turismo: O pacote fica em U$ 200,00 ou U$ 220,00 os menores para dois a três dias, onde para você conseguir o Trem a MAPI é com dois a três dias de antecedência e custa U$ 48,00 a volta de Mapi a Cusco, U$ 31,00 ida de Ollantaytambo a Mapi, a entrada em Mapi custa U$ 40,00 mais hotel e guias e transporte entre todas as cidades e vales, o que passará facilmente os valores se resolver fazer por conta, nos pacotes essas pessoas agenciam para você a um preço acessível se for calcular bem. O meu pacote escolhido foi de três dias em companhia do guia Martines pessoa única que fala em inglês e espanhol, muito simpático comigo, que me passava detalhes de histórias Incas enquanto caminhávamos juntos pela montanha, e Hotéis e o trem tudo certo com hora marcada para as saídas e chegadas. No segundo dia de passeio após passar por Calca um lugar divino para se morar e outras cidades importantes como Pisac, acabamos o passeio em Ollantaytambo ás 17:00 da tarde, cidade Inca onde tive que aguardar até ás 20:35 para a saída do trem a Mapi 1:30 horas de trem. Andei pela cidade com 3 amigas chilenas com idade de ser minhas filhas, pois estávamos juntos na van e teríamos que aguardar junto o trem para Mapi que sía pelas 8:30 da noite, aproveitamos. Ao chegar a Machupicchu pueblo você é recebido por inúmeras pessoas que aguardam ansiosas à chegada do trem que diariamente traz a Mapi 400 pessoas no máximo para viver um dia consumindo tudo daquele lugar, o que o torna comercialmente viável ás pessoas que ali habitam, muitos bares, restaurantes, internet e hotéis todos de boa qualidade, como o Hotel reservado para mim pela agencia de Dna Trude. Saio para jantar em Mapi pueblo, comida muito boa e atendimento especial a Brasileiro andei pelas ladeiras a noite, por ser meio tarde resolvi me recolher ao Hotel para no outro dia cedo subir a Mapi santuário. A subida é exclusivamente na pernada ou ônibus elétrico se não estou enganado, para não agredir a natureza do lugar, você chega ao ponto de embarque e aguarda alguns minutos para que o bus encha e saia rumo à Machupicchu alto. Cheguei lá em cima ás 9:00 da manhã estava encoberto más lindo, fiquei por lá até umas 14:00 da tarde onde não agüentei mais a chuva e desci para almoçar e passear na cidade, pois, o trem só retorna as 17:03 da tarde para Cusco. La em cima vc desliga da terra, onde você tem a plena certeza de que ali reinou a felicidade, uma cidade no meio das nuvens, é um lugar único na terra de força espiritual incrivelmente forte, você vê as pessoas estasiadas , contentes, crianças, idosos , todos ele se equilibrando em escadas de pedra, beirando abismos de 3000 m de altura, obras e construções divinas, más assustador, qualquer passo em falso e você não volta para casa, os caminho Incas são todos a beira de precipícios geralmente. Se você for sair la de cima por algum caminho Inca, existem portões de controle de ida e volta em caso de alguém desaparecer. Ao descer e almoçar um salmão delicioso, comprei alguns artesanatos típicos do lugar, disponíveis em todos os cantos em uma feira bem na entrada do terminal Peru Rail de trens onde você passa horas escolhendo algumas coisas, tomando um café e curtindo o visual do lugar. . Embarquei no trem e a subida a Cusco é muito linda de trem, pois você anda muito tempo no trem costeando o rio Urubamba sagrado grande de águas violentas devido a temporada de chuvas. Chegando a Cusco fui ao restaurante bem perto do Hotel que servia uma comida muito boa mesmo, coisa difícil de encontrar nesta viajem devido à muitos lugares remotos no trajeto. Com os passeios a Mapi e em Cusco acabo ficando uma semana por lá, pois lugares para se conhecer é o que não se falta. Detalhe Cusco possui inúmeras igrejas e museus, todos pagos e proibido tirar fotos ou filmagens, como são pagos o governo de Cusco estipulou uma tarjeta turística que você paga 70,00 Soles e tem direito a conhecer 16 lugares destes o resto fora do mesmo tem que pagar, por exemplo, para visitar uma igreja importante ou convento fica em S$10,00 soles por local, o que o torna o bilhete compensador. Muitos museus com obras famosas, porém proibido de fotos, como as múmias que não resisti e tive que dar um jeito, sem flash, pois não vi nenhum aviso nelas, e como iria provar a meu filho que as múmias estavam lá como contei a ele antes de sair de casa, felizmente consegui sem maiores problemas, más gostaria de fotografar muitas obras e artes que vi por lá. Por isso por fotos você não consegue mostrar muito o importante é ir lá e ver pessoalmente e registrar na memória unicamente. Após uma semana por lá decido que a saudades de casa estava batendo, com uns 10 kg a menos iniciei meu retorno. Voltando de Cusco à Juliaca entre as cidades disponíveis , após um almoço digno de ser uma perfeita iguaria, pois dali foi a azeitona como aparece somente um caroço, para poder passar o nevado ainda de dia, encontrei um Colombiano que tinha alugado uma moto 250 Honda novinha para ir a Puno e Juliaca dar umas voltas, andamos um pouco junto e a Honda novinha parou, conversamos onde ele me convidou para ir a Colômbia que lá tem bastante turismo e motoqueiros estrangeiros, que se pode ir tranquilamente e que o terrorismo é em uma região isolada na selva, até eu descobrir que era falta de combustível demorou algum tempo, pois ele teimava que tinha abastecido, como eu tinha sempre gasolina reserva salvei a pele do mesmo, então combinamos de comer algo em Juliaca em na frente com a Xtezão aguardei uma meia hora depois e não sei até hoje o que houve com o mesmo, como estava bem perto da cidade e já tinha bastante movimento por aí, sabia que ele já estava em seu destino e teria socorro logo caso fosse o ocorrido, fiquei sem o nome dele e nem o endereço ou e-mail, que pena! Como teria que passar os vulcões nevados de Arequipa o Misti e o Chachani se não me engano queria passar cedo, me atrasei com ele e fiz a besteira de tentar passar igual, nestes lugares inóspitos a temperatura cai bruscamente 03 horas antes de o sol se por, eu entrei noite adentro, no pé dos vulcões a noite tava de baixo de chuva à alguns negativos a noite quando ao cruzar um carro o efeito de movimentos por lá atraiu um raio que caiu em uma placa ao nosso lado, minha moto chegou a pular para cima com o estrondo na placa a uns 50 m, minha visão que já não era boa, agora com aquele raio revelado em minha retina, só de pensar ele aparece em meus olhos, mais uma meia hora de corrida atrás de uma camionete para aproveitar a claridade dos faróis da mesma na chuva saí da tempestade e do frio, então parei para abastecer dos galões reservas, pois apareceram muitas estrelas e frio já era menor, meus dedos estavam descongelando, pois desci uns 3000 m até Arequipa, que fica atrás destes vulcões da foto. Este mesmo lugar foi o da nevasca anterior. Por passar por ali na chuva acabei com a máquina nova comprada em Arica, com defeito voltaria a Arica para tentar consertar para a volta, missão impossível, pois fiquei dois dias em Arica pata tentar arrumar e passear, más não consegui trocar por outra, então fiquei só passeando por lá, lugar muito bonito a beira do pacifico, ao tentar tirar uma foto lá em cima no farol o vento jogou minha digital longe entortando o canhão de zoom impossibilitando que a mesma abrisse ou fechasse, isso me deixou em pânico, pois, com uma estragada nova, agora que consegui carregar esta também estrago, e a volta tão esperada como iria fotografar, no hotel consegui dar um jeito e coloquei no lugar, com jeitinho ela vai, más não esta mais zero, fazer o que, ainda bem que ta tirando foto. Ao retornar ao Chile do Peru ao passar pela aduana o fiscal em Tacna exigiu que minha bagagem passasse novamente pelo Raios-X o que me atrasou em algumas horas para desamarrar e amarrar tudo novamente na moto, más fazer o que se é para todos temos que cumprir. Após um tur de dois dias em Arica resolvi voltar a São Pedro de Atacama para iniciar meu desafio: Deixar meu nome e dados da moto registrados no seleto livro de registros aduaneiros argentino, pois poucos nomes conseguem atravessar o Passo de Sico, 331 km de deserto sem asfalto e inóspito, só existe um controle aduaneiro da Argentina no meio onde não encontrei nada a mais do que lhamas, é um desafio. Você tem que ter sangue de barata, pois, o silencio é total e a altitude é total, os caminhos são inóspitos, o deserto e a areia são cruéis com as máquinas. Sai de São Pedro de Atacama cedo ás 8:00 da manhã, tudo fechado poeira de montão, aguardo a liberação da documentação na aduana, ainda bem que tinha uma fiscal jovem por lá que me viu na fila e me chamou para me despachar, agradeço, pois, isto me rendeu no mínimo 1:00 hora de fila, pois meia hora já tinha ido. Logo ao sair e passar ao lado do Salar de Atacama você passa uma vila de Toconao onde acaba o asfalto e chega a fera, a moto que nunca tinha falhado corta a corrente e para de funcionar, imagino tomara que seja “vela”, troco por uma reserva, bato na partida e pega, penso, agora sem vela só levei uma, olhava para traz Toconao ainda via a cidade, pensei não vim até aqui para voltar pelo asfalto, saio em disparada deserto adentro, ando mias uns 500 m a moto morre novamente, pensei a gora foi! Haviam horas que não via um carro somente um caminhão logo ficou e entrou por ali. Desespero, onde conseguir outra vela lembrei que não tinha apertado até o fim a vela, desci e reapertei, bati na partida e pegou, olhava para traz e via a Toconao, pensei em retornar pelo Paso de Jama asfalto, más quanto já tinha encarado para estar ali diante do desafio não iria desistir, seje o que Deus quiser acelerei a Xtezão e encarei todo o Paso de Sico 331 km de deserto inóspito entre San Pedro de Atacama – Chile e San Antonio de Los Cobres – Argentina , mais uns 100 também sem asfalto até Salta na Argentina, quando sentia firmeza no solo acelerava até 100km/h, derrepente em 1 segundo você estava em um areial onde moto voava para os dois lados , se você freia se espatifa, é patética a situação, você não sabe onde pega a moto quando entra nessas, tem muitos km assim, somente a 225 para encarar tal situação, não aconselho motos maiores e mais pesadas arrebenta, você vem a 80 km p/h entra em umas costeletas que a moto parece que vai desmontar da dó da bixinha. Quando você chega à aduana da Argentina lá no meio que não se pode fotografar, é é único lugar onde existe alguém por lá no meio do caminho, você não é recebido por ninguém, quando você sai a maioria dos funcionários 3 ou 4 da aduana saem para fora, você não entende porque, más eu aposto que eles fazem uma aposta, pois podem ver você no deserto por vários km subindo uma encosta de areia fofa um inferno, eles devem apostar onde você vai cair, pois eles abrem uma porteira e você tem um trecho firme de uns 1000mts firme, você vai a 100 rapidinho, em um segundo você entra em um areial de uns 20 cm de fundura de areia, você cata cavaco, não sei como não me arrebentei, daí para frente se parar fica se correr cai, é o fim, más o visual é animal, compensa qualquer esforço. Outro ponto na região era chegar ao Viaduto Polvorilla, o do Trem de las Nuvens o viaduto mais famoso e mais alto em relação ao nível do mar, lugar incrível, porem você tem que sair da rota no deserto e entrar uns 16 km de ida até ele, não poderia chegar aqui e sair sem as fotos dele incrível. Saí as 8:00 de São Pedro do Atacama e cheguei as 8:00 da noite em Salta com chuva para variar um pouco, desci todo a pirambeira de pedra com rios puxando para o abismo, porem pedi a Deus que conseguisse chegar lá em baixo ainda claro e sem chuva, quando a roda da frente da moto tocou o asfalto ficou noite e choveu, a moto andou uns 10 km na chuva e parou, tirei o capacete na chuva e não sabia se ria ou chorava estava em Salta, porém parado na beira da estrada. Aguardei alguns segundos e dei um tranco nela pegou e seguimos até o hotel, maravilhosamente enchi a banheira de água quente e me livrei de todo o frio passado com um banho de algumas horas, pois aquele dias tinha sido maravilhoso, porém exaustivo. Amanheceu domingo chovendo tudo e mais um pouco em Salta, me arranquei no tranco coma a Xtezão, ao sair de Salta após ter enchido as botas de água, andei uns 50 km de Salta o Céu estava de brigadeiro até em casa, más lá chove todo dia, fiz alguns km a mais por não acreditar, quando retornava à cidade para informações para perguntar a uma pessoa a respeito e escuto um barulho, caiu a proteção no motor da moto, ainda bem que vi senão tinha ficado para trás, parece que o retorno foi para ver a mesma caindo recolhi e passei na borracha na garupa, cheguei em Pres. Roque Saenz Peña, aonde cheguei tarde umas 10 horas da noite, após jantar e prosear com o simpático motoqueiro dono do hotel lá, e tomar uma cerveja para comemorar o quase retorno ficamos conversando até umas 3:00 da manhã, no outro dia de manhã procurei um lugar para trocar pó óleo da moto e cai em uma oficina de uma pessoa inexplicavelmente generosa, infelizmente não peguei seu nome más foto ta aí, ele me aconselhou que comprasse o óleo e voltasse lá que ele trocava, retornei lá para trocar, ele me deu uma geral na moto, colocou a proteção de motor, carburador, vela, lenta, correia, e trocou o óleo da El Cundor Xtezão, na hora de pagar ele não aceitou nenhum centavo em pagamento pelo serviço alegando que de estrangeiros ele nunca cobrou e nunca vai cobrar, já atendeu alemães, ingleses entre outros nós brasileiros, então nada mais digno do que receber nossa homenagem em nome de todos os motoqueiros que já encostaram sua máquinas por lá, Obrigado!, para quem passar por lá e fácil de encontrar ao entrar pela principal em Pres. Roque Saenz Peña, passando os trilhos de trens que são vários todos juntos, você pega a direita anda umas 3 quadras e sobe é mão para ir, é a segunda casa bem na esquina se você passar lá, não se esqueça de mandar um abraço meu! Até sair da oficina de nosso amigo, e passar todo o Chaco com lindos lagos, represas, e rios com sua cidades pequenas cheguei em casa no dia 11/02/2008 ás 22.00 da tarde, pois, tinha acabado de escurecer, uma surpresa para minha família, pois, não quis deixá-los preocupados com minha volta, o marcador estava em 58.149 km.
Considerações finais: Agradeço infinitamente a Deus ! Pois foi a coisa mais incrível que já fiz sobre 2 rodas, iniciei minhas aventuras com Motos já no colo de papai à alguns anos atrás 1968, em minha juventude quando tinha 14 anos e ganhei minha 1º moto, uma Honda ML prata de 5 marchas, máquina da época, consegui realizar um grande desejo de ter uma moto como meu primo Carlos de Santa Catarina que é mais velho e já tinha , por não ter carteira fazia excursões pelo interior para escapar da polícia que não podia me ver que me pegava depois que fiz a carteira de moto nunca mais me pediram a mesma. Depois aumentei alguns km e ia a Cascavel, Toledo, Foz coisa de 100 km de aventura, aumentou um pouco e fui parar no litoral de PR e SC , depois fui parar em Brasília-DF à Unaí-MG nesse trajeto encontrei após a queda fotografada , uma lanchonete, onde ao solicitar o quibe da estufa, o atendente abanou as moscas do mesmo com a mão e alegou que não era quibe e sim um ovo, Bhaa! Goiás , Bahia saudades , as duas de azul eram minhas máquinas, agora essa viajem magnífica de 8.000 km redondos ao mundo Inca e desertos, a próxima pretendo ir novamente de moto ao México, com a companhia de Deus , nós chegaremos lá eu e meu filho que pretende me acompanhar e será meu companheiro de viagem! Também aconselho a todo ser humano se puder um dia que vá a Machupicchu de pé, de ônibus, de bicicleta , de moto leva 5 dias direto, ou de carro, daqui até lá você tem opções variadas e asfalto até lá, sem nenhum buraco a não ser no Chaco onde você pilota no meio de milhões de Borboletas coloridas sujando totalmente sua viseira e o para brisa dos veículos não podendo nem reclamar, pois, o visual é inesquecível. Qualquer pessoa que precisar de informações a respeito de qualquer detalhe da viagem pode nos mandar e-mail ou mesmo ligar do Peru, pois a ligação é barata e ajudaremos com maior prazer, contatos de pessoas e hotéis encontrados como informações de linha de ônibus, estradas aduanas, caminhos, no que conseguirmos ajudaremos. As mais de 1000 fotos tiradas da viagem em 8m cada uma , só poderão ser vistas aqui no meu computador, se desejarem ver é só aparecer por aqui! Comentários sobre a aventura, registro de visitas, nomes de amigos esquecidos e contatos aguardamos por e-mail ou contato no MSN ! Se voçê que estiver lendo , por ventura tiver uma moto não muito grande e estiver com uma coceirinha , disposto a encarar essa aventura num final de ano destes , me avise por e-mail para que possamos numa dessas irmos junto, pois deixei alguns lugares para conhecer na próxima vez! Um abraço a todos e até a próxima! Fevereiro de 2008 !
e-mail: lamin_ar@yahoo.com.br Msn: lamin_ar@hotmail.com
Jeffersson Andre Lamin Especialista em Automação e controle de Processos – UTFPR Bacharel em Sistemas de Informação – Uniguaçu - Faesi Técnico em eletrônica - IUB |
Av. Brasília,
1183 - Sala-02 - Medianeira - PR CEP:85884-000
FONE:(45) 3264-2031
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